terça-feira, 29 de junho de 2010

A Árvore generosa

Essa história é magnifíca! pena que não é minha...
Do original de Shel Silvertein, Adaptado por Fernando Sabino


Era uma vez uma Árvore que amava um Menino.

E todos os dias, o Menino vinha e juntava suas folhas.
E com elas fazia coroas de rei.

E com a Árvore, brincava de rei da floresta.
Subia em seu grosso tronco, balançava-se em seus galhos!
Comia seus frutos.
E quando ficava cansado, o Menino repousava à sua sombra fresquinha.

O Menino amava a Árvore profundamente. E a Árvore era feliz!
Mas o tempo passou e o Menino cresceu!


Um dia, o Menino veio e a Árvore disse: "Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus
galhos, repousar à minha sombra e ser feliz!"
"Estou grande demais para brincar", o Menino respondeu. "Quero comprar muitas coisas. Você tem algum dinheiro que possa me oferecer?"
"Sinto muito", disse a Árvore, "eu não tenho dinheiro.
Mas leve os frutos, Menino. Vá vendê-los na cidade, então terá o dinheiro e você será feliz!"
E assim o Menino subiu pelo tronco, colheu os frutos e levou-os embora.

E a Árvore ficou feliz!
Mas o Menino sumiu por muito tempo...
E a Árvore ficou tristonha outra vez.
Um dia, o Menino veio e a Árvore estremeceu tamanha a sua alegria, e disse: "Venha, Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus galhos e ser feliz".
"Estou muito ocupado pra subir em Árvores", disse o menino.
"Eu quero uma esposa, eu quero ter filhos, pra isso é preciso que eu tenha uma casa. Você tem uma casa pra me oferecer?"
"Eu não tenho casa", a Árvore disse. "Mas corte meus galhos, faça a sua casa e seja feliz."
O Menino depressa cortou os galhos da Árvore e levou-os embora pra fazer uma casa.
E a Árvore ficou feliz!
O Menino ficou longe por um longo, longo tempo, e no dia que voltou, a Árvore ficou alegre, de uma alegria tamanha que mal podia falar.
"Venha, venha, meu Menino", sussurrou, "Venha brincar!"
"Estou velho para brincar", disse o Menino, "e estou também muito triste." "Eu quero um barco ligeiro que me leve pra bem longe.
Você tem algum barquinho que possa me oferecer?"
"Corte meu tronco e faça seu barco", a Árvore disse.
"Viaje pra longe e seja feliz!"
O Menino cortou o tronco, fez um barco e viajou.
E a Árvore ficou feliz, mas não muito!

Muito tempo depois, o Menino voltou.
"Desculpe, Menino", a Árvore disse, "não tenho mais nada pra te oferecer. Os frutos já se foram."
"Meus dentes são fracos demais pra frutos", falou o Menino.
"Já se foram os galhos para você balançar", a Árvore disse.
"Já não tenho idade pra me balançar", falou o menino.
"Não tenho mais tronco pra você subir", a Árvore disse.
Estou muito cansado e já não sei subir", falou o Menino.
"Eu bem que gostaria de ter qualquer coisa pra lhe oferecer", suspirou a Árvore. "Mas nada me resta e eu sou apenas um toco sem graça. Desculpe..."
Já não quero muita coisa", disse o Menino, "só um lugar sossegado onde possa me sentar, pois estou muito cansado."
"Pois bem", respondeu a Árvore, enchendo-se de alegria."
"Eu sou apenas um toco, mas um toco é muito útil pra sentar e descansar."
"Venha, Menino, depressa, sente-se em mim e descanse."
Foi o que o Menino fez. E a Árvore ficou feliz!

A AMIZADE É UM SENTIMENTO QUE SE LEVA PARA SEMPRE...

domingo, 20 de junho de 2010

Lobo mau?

Era uma vez um lobo grande e faminto. Estava em sua casa com muita fome e decidiu abrir a geladeira para comer algo - estava vazia, completamente vazia. Abriu o armário da despensa: cheio de teias de aranha... Então pegou sua vara de pescar e decidiu comer um peixe bem gostoso.
Após mais de duas horas sem nada morder a sua isca, finalmente o anzol consegue pegar algo e quando ele puxa, percebe que o anzol enganchou em um sapato velho. Que frustração... Que fome!!!
Decide, então, caçar algum animal para comer.
Percebe um coelho comendo a uma distancia razoável e corre para pega-lo, mas o danado do coelho é mais rápido e sai pulando, fugindo do lobo faminto, até entrar em sua toca subterrânea.
O lobo não desanima. Imediatamente descobre um ninho com alguns filhotes de passarinho e decide subir na árvore para pega-los. Consegue subir e ficar bem próximo do ninho, estica o braço para o alto e quando estava quase alcançando, o galho em que estava apoiado se rompe e - BUM! - Lá se vai o Lobo no chão. Caiu com a cara em uma maçã que havia caido da árvore e comeu ela todinha bem rapido, mas o gosto não era bom e ele acabou vomitando tudo.
Nesta hora o Lobo já estava enlouquecido de fome.
Andando desanimado pela floresta, ele ouve vozes e vai seguindo o ruído. Avista uma familia fazendo piquenique. Um cheirinho bom de comida chegou até suas narinas e ele decidiu ir lá para pedir um pouquinho. Mas, coitado do pobre lobo, nem conseguiu se aproximar e a familia já estava em pânico. Todos sairam correndo com medo, menos o pai, que rapidamente pegou sua espingarda e começou a atirar na direção do lobo, que fugiu assustado.
Já estava tão desanimado e fraco de fome, sentou-se em uma pedra grande e começou a chorar. As lágrimas caiam e o estômago roncava, as lágrimas caiam e o estômago roncava... foi aí que ele começou a ouvir ao longe uma voz de menina cantando uma música:
- Pela estrada a fora eu vou bem sozinha,levar esses doces para a vovozinha. Ela mora longe e o caminho é deserto, e o lobo mal caminha aquii por perto, mas a tardinha, ao sol poente, junto a mamaezinha dormirei contente.
Já considerando que a menina ia se assustar com ele, o lobo se escondeu. Viu quando a menina se aproximava com uma cesta cheirosa. Seu estômago roncou mais alto, tão alto que a menina ouviu e parou. Olhando para o céu, falou:
- Ué... ouvi um trovão, mas o céu está tão azul! Será que vai chover? Bom, eu não vou arriscar. Vou correndo levar esse lanche para a minha querida vovó que está doente.
Falando isso, ela acelerou o passo seguiu viagem.
O Lobo começou a seguir a menina seguindo o cheirinho gostoso de doces que vinha de dentro da cesta.
Quando a menina chegou a uma casinha e entrou porta a dentro, o lobo ficou escondido perto da janela para ver a movimentação dentro da casa.
Ele estava quietinho, tentando pensar em uma maneira de se alimentar, pedir um pouco de comida ou revirar mais lixos para ver se conseguia achar algo para cormer, quando a menina retirou todos aqueles doces e pães da cesta e distribuiui em cima da mesa da cozinha para que a sua avó visse - com a fome que estava, o lobo não conseguiu se controlar e, aproveitando que a porta estava encostada, entrou como um furacão lá dentro da casa, assustando a avó e a neta.
Assim que entrou soltando um grunhido de lobo faminto, olhos esbugalhados, boca aberta, babando, tanto a avó quanto a menina tinham certeza de que ele estava ali para pega-las e começaram a chorar e a rezar.
Embora o lobo já estivesse quase em cima da mesa de lanche, se assustou coma reação delas e parou.  Não queria que pensasse que ele queria fazer algum mal - começou a chorar também
Vendo o lobo choraando, as duas se calaram e deixaram de sentir medo.
-  Eu estou morrendo de fome!!! Não consegui pescar um peixe, caçar um aninal, comer frutas... Eu não sei mais o que fazer!!! - Gritou o Lobo desesperado.
o paraA avó ficou com muita pena e decidiu fazer uma coisa: arrumou o lanche na mesa e ainda colocou ouma panela de sopa que havia feito na noite anterior e chamou o Lobo para lanchar com elas.
E foi assim que o Lobo conheceu a Chapeuzinho e a avó e ficou muito amigo delas.
A avó ofereceu um trabalho de jardineiro e de guardião da casa para o lobo, que a partir daquele dia além de ter dinheiro para comprar as suas coisas, ainda comia na casa da vovó.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A casa protegida

Era uma vez uma bruxa muito feia e malvada que toda noite rondava as cidadezinhas montada em sua vassoura voadora. Sempre procurava por uma casa onde houvesse crianças desprotegidas e as roubava de sua familia para transforma-las em escravas ou para colocar no ensopadão - sim, ela adorava crianças com batatas!
Um certo dia, ela estava voando a algumas horas, madrugada a dentro, quando avistou um prédio onde havia uma janela aberta e uma criança pequena dormindo em sua caminha. A criança estava sozinha e, assim, a bruxa se preparou para entrar no quarto bem silenciosamente. Primeiro ela apontou a sua vassoura na direção da janela, que ficava no 8º andar, depois ela acelerou a velocidade para chegar rápido, em seguida ela parou em frente a janela. Deu um sorriso largo mostrando os únicos quatro dentes que possuia em sua boca fedorenta e quando inclinou a cabeça para passar pelo portal da janela, encontrou resistência. Algo a impedia de entrar e ela não sabia o que, pois não via vidro, nem cortina, nem tela e nem grades. Resolveu entrar montada na vassoura e pegou velocidade de longe para forçar a barreira que a impedia de entrar, mas se deu mal! Bateu com tanta força no obstáculo invisível que a estava impedindo de entrar que quebrou dois dentes e caiu lá embaixo no chão. Não desistiu! Subiu na vassoura e parou em frente à janela analisando o que estava acontecendo. Foi nesse momento que apareceu um homem na janela dizendo:
- O que a senhora deseja? Posso te ajudar?
A bruxa levou um sustão, quase caiu da vassoura novamente e respondeu:
- Eu preciso entrar nesse quarto. Essa criança me pertence.
O homem a olhou franzindo as sombrancelhas. Ele era alto, cabelos escuros, olhos castanhos, vestia branco e tinha uma cara muito agradável.
- A senhora não está autorizada a entrar nesta casa. Por favor, vá embora e não volte mais - disse o homem.
- Mas quem é você? Por que eu não consigo entrar pela janela? - Perguntou a Bruxa.
- Eu sou o anjo protetor desta menina e essa casa está protegida contra qualquer investida de energia negativa. Essa energia que protege a casa é a do amor e da oração, dois elementos poderoso, invencíveis e indestrutíveis.
A Bruxa ficou com raiva, afinal era a primeira vez que encontrava um inimigo tão poderoso quanto ela. pegou a varinha mágica apontou para o anjo e tentou o transformar em uma lagartixa, mas se surpreendeu quando o feitiço causou um estouro e explodiu em sua cara, fazendo com que seu cabelo, que já era feio, ficasse todo arrepiado e seu rosto, que era murcho ficasse preto de sujeira.
Ela praguejou e fez como quem ia embora. Queria enganar o anjo, pois sua intenção era entrar no apartamento por outro lugar. Deu a volta e encontrou outra janela aberta que dava para outro quarto onde dormiam a mãe e o pai da criança. Sorriu, um sorriso amarelo com dois dentes e se inclinou para entrar. Não funcionou! Mais uma vez ela bateu em uma barreira invisível e em seguida apareceu uma mulher de cabelos escuros, cacheados, pele negra, rosto alegre e simpático, roupas brancas:
- A senhora não está autorizada a entrar nesta casa. Por favor, se retire.
A bruxa ficou enfurecida e deu um berro de raiva! Pegou a varinha mágica e lançou um feitiço contra a mulher:
- Zilinguidun zilinguidá, numa barata vou te transformar!
O feitiço voltou-se contra ela e causou um raio elétrico que deu um tremendo choque na Bruxa. Esta, saiu praguejando novamente fingindo que ia embora, mas resolvei entrar no apartamento pelo basculante do banheiro. Como ela não cabia no buraco, pegou um vidro com um líquido e o bebeu - era uma poção para encolher. Diminuindo de tamanho, foi na direção no basculante, mas não conseguiu entrar novamente.
- Mas será possível que não há uma brecha sem proteção para eu entrar? - Gritou enfurecida a Bruxa.
Nesse momento apareceu um outro homem de branco, cabelos grisalhos e olhos verdes:
- Minha amiga, desista. Desista de entrar nesse lar e desista de fazer essas maldades. Ainda dá tempo de você mudar sua vida!
Mas a Bruxa não queria saber, estava tão brava que pegou uma poção endiabrada, poderosíssima e a jogou no homem. Sua intenção era transforma-lo em um sapo fedido, mas a poção voltou para ela e quem se transformou no sapo foi ela. A vassoura voadora, que era enfeitiçada levou o sapo para casa (da bruxa) e desde esse dia não se ouviu mais falar da Bruxa ladra de criancinhas.
De todo modo, todos os lares em que o amor e a oração são fortes estão protegidos de toda  investida do mal!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Era uma vez um guerreiro chamado Gisho que possuia um poder muito grande que vinha de seu coração bondoso e caridoso. Gisho morava em Fewinka, planeta da galáxia de Delpholius, muito distante da nossa galáxia.
Os maiores inimgos dos seres neste planeta eram invisíveis, monstros espirituais. Eles possuiam o poder de se aproximar das pessoas e falando ao ouvido delas conseguiam fazer com que fizessem o que queriam, falassem o que desejavam e se sentissem da forma como eles sugeriam. E eles adoravam fazer isso! Sentiam como se fossem donos das pessoas, como se fossem os chefes, poderosos! Se divertiam em ver que as pessoas sofriam...
Mas esses inimigos espirituais nem sempre conseguiam controlar todas as pessoas. Havia pessoas que eles encontravam com muita dificuldade de se fazer ouvir, mas eles não desistiam fácil! Ou quando realmente viam que a pessoa era forte o bastante, desistiam e partiam para outras vítimas.
E foi assim que os inimigos invisíveis encontraram Gisho. Eles ficaram com muita raiva porque não conseguiam nem se aproximar dele porque havia um outro ser invisível junto. Era um espírito iluminado, uma luz forte que quase não dava para ver seu rosto... e quando eles tentavam se aproximar de Gisho uma força estranha, como um escudo lançava eles para trás.
Eles foram embora mas não desistiram. Disseram que iam pensar em uma maneira de prejudicar Gisho e voltariam.
Logo que se afastaram de Gisho, eles encontraram uma mulher na rua, ia trabalhar. Se aproximaram dela e fizeram com que ela caísse no chão, machucando os joelhos. Enquanto ela se levantava, com vergonha e com dor, eles riam dela... começaram a falar no ouvido dela para ela tratar mal as pessoas no trabalho dela e ela sentiu uma vontade de tratar mal as pessoas e fez isso. Por sorte da mulher, ela trabalhava na mesma empresa que Gisho e este quando viu o que ela fazia, disse a ela que alguma coisa estava errado porque ela não era assim. Ela pensou e  percebeu que ele tinha razão. Gisho disse a ela para respirar fundo, fechar os olhos e pensar em Deus, imaginar uma luz dentro dela, formando um escudo protetor. E assim ela o fez. Sabe o que aconteceu? Os inimigos invisíveis foram empurrados para trás por este escudo da mulher e eles não conseguiam mais se aproximar dela. Ficaram com muita raiva e foram embora.
Tiveram um plano muito bom para acabar com Gisho: Iam atacar pessoas que ele gostava muito para que ele ficasse trsite e a energia dele se enfraquecesse. E assim fizeram. Primeiro atacaram o irmão mais novo dele, fizeram com que o irmão perdesse o emprego e se sentisse triste demais. No mesmo dia eles atacaram a prima de Gisho, fizeram com que ela brigasse com uma amiga e as duas se atacaram, se bateram e acabaram sendo presas pela polícia. Atacaram também a mãe de um greande amigo, fazendo com que ela ficasse muito doente.
Realmente Gisho ficou muito preocupado e começou a se sentir triste com tudo aquilo e foi assim que ele se enfraqueceu. Os inimigos conseguiram se aproximar de Gisho e começaram atentar prejudica-lo. Quando Gisho chegou em casa e sentindo-se irritado, sem paciencia brigou com sua esposa e seu filho, ele percebeu que alguma coisa estava errada e resolveu combater o inimigo... a primeira coisa fazer era recuperar sua alegria de viver e sua fé em Deus. Para isso, fez uma oração sincera, de dentro do coração. Se sentiu mais fortalecido, depois conversou em pensamento com o seu anjo protetor, pediu desculpas por te-lo afastado com seus maus pensamentos e energia baixa e pediu que ele retornasse.
Quando chegou a noite, ele dormiu e em sonho se encontrou com seu anjo protetor e juntos reuniram todos os anjos protetores das pessoas e convocaram todos para que se juntassem a eles na batalha contra esses monstros invisíveis que faziam as pessoas infelizes. A batalha seria no mundo invisível e no mundo físico ou material.
E, assim, no dia seguinte, Gisho convocou todos do planeta Fewinka para ele falar. Quando todos estavam reunidos em uma praça pública, ele ensinoua todos a se proteger dos monstros espirituais e a fortalecerem os anjos protetores. Explicou que quando a gente tem um pensamento ruim e quando a gente fala coisas negativas, palavras ruins, a gente enfraquece nossa luz interior, que é nosso escudo protetor e afasta o nosso anjo. Explicou que naquele momento todos os anjos estavam lutando, de espada em punho com os monstros, mas que existiam outros monstros invisíveis que poderiam vir ao Planeta Fewinka um dia e que todos deveriam estar preparados.
E assim conseguiram derrotar os monstros, fortaleceram os anjos protetores e criaram um escudo tão forte como o de Gisha e o proprio planeta ficou tão iluminado que criou uma luz que vinha de dentro da terra, iluminando tudo ao redor no universo. E foi assim que Fewiinka se transformou em um sol da galáxia de Delpholius. Quando os raios deste sol atingia outros planetas, eles se sentiam mais fortalecidos e iluminados.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Flor de Osíris

Era uma vez um reino chamado Pindaguba. O Rei Mhor deste reino era uma pessoa muito sábia e bondosa. Estava sempre a ensinar seu povo grandes ensinamentos da vida, das pessoas que aprendia em suas andanças, em seus livros e em suas reflexões.
Pelo menos uma vez ao mês ele reunia todo o seu povo em uma grande arena (igual a aquelas que os outros reis usavam para promover lutas sangrentas, massacres de pessoas). Mas Mhor não! Usava a arena para grandes feitos, compartilhar cultura, fornecer informações úteis... e o povo adorava essas ocasiões, amavam o seu rei e tudo que vinha dele, as lições e sempre ao final do dia, o rei distribuia frutas e pães para todos.
Havia chegado o dia em que o rei reunia todos na arena e estava lotada de pessoas animadas, ansiosas para mais uma lição do Rei Mhor.
Quando o Rei apareceu, todos se levantaram e o aplaudiram. Ele levantou a mão para acalmar o público e falou:
- Caros súditos, o encontro de hoje será dividido em dois eventos. Para hoje preciso de dois voluntários. Logo eles apareceram: dois homens de povoados diferentes estavam ali a frente de Sua Majestade, o Rei Mhor, ansiosos para serem úteis a majestade.
O Rei então falou:
- Vocês receberão um mapa contendo o destino que precisam alcançar e o caminho a seguir. Receberão bons cavalos para a jornada e quando chegarem ao local marcado o mapa, peço que tragam uma cada qual uma flor de osíris para mim.
Eles riram, satisfeitos, pois acharam a tarefa fácil demais, sabiam que iam conseguir sucesso.
A viagem duraria 3 dias e quando retornassem iam se encontrar todos de novo naquela arena com o povo todo reunido ali.
Então lá foram os dois buscar a tal Flor de Osíris.
Ao final dos 3 dias, o povo todo e mais o rei se reuniu de novo na arena para receber os dois homens.
O Rei mandou chamar um por vez e perguntou a ele:

- Poderia nos descrever em detalhes como foi a viagem até a terra de Osíris?
O homem ali em pé prontamente começou a responder:
- A viagem foi muito difícil! Fazia muito calor, isso prejudicou muito. Havia muita subida e, assim, os cavalos subiam muito devagar. Para piorar choveu a noite no primeiro dia e quando parou de chover fez um frio danado. Foi difícil de dormir. O meu companheiro de viagem no começo do dia era muito simpatico comigo, conversava, mas depois de um tempo quase não falava comigo, me ignorava. Foi uma viagem solitária.
Tudo aconteceu de ruim comigo, parece até que rogaram praga para mim. Eu tive muito azar mesmo.
O Rei perguntou:
- Mas e a Flor de Osíris? Você buscou?
- Sim. Ela estava comigo direitinho, mas no meio da viagem ela morreu e quando eu cai do cavalo ela amassou toda e caiu na lama. - Disse o homem.
O Rei agradeceu a participação dele nessa missão, pediu que ele se sentasse junto às pessoas e mandou chamar o segundo homem da viagem. Fez a mesma pergunta que o primeiro, ao que o segundo homem respondeu:
- Ah, foi uma viagem maravilhosa! Eu nunca tinha estado naquelas bandas de lá e mesmo fazendo muito calor não pude deixar de apreciar a paisagem. Vossa majestade sabia que lá em cima da montanha há centenas de pinheiros de folhas azuis? E junto ao terceiro lago que beirava a estradinha eu vi umas flores alaranjadas muito diferentes das que conhecemos, peguei até uma delas para mostrar ao senhor. Veja que linda e como cheira bem...
Como o cavalo foi devagar pude ver muitos animais dormindo perto da estradinha. Sabe, quando faz muito calor os animais não aguentam... deitam-se debaixo da sombra das árvores e ficam cochilando. Foi até bom porque não fomos atacados por nada! Sabe, no início eu e meu companheiro conversávamos muito, mas ele reclamava de tudo e eu explicava as coisas boas que estavam acontecendo, mas ele não me ouvia, só queria ficar reclamando, então comecei a ficar calado para poder apreciar a natureza. Foi uma pena eu não poder compartilhar daquelas maravilhas com meu parceiro, pois me senti às vezes, como se estivesse sozinho. Mas foi coisa de DEus a chuva que caiu a noite, pois pudemos nos refrescar, os cavalos também se sentiram melhores. A noite quando o frio chegou foi difícil dormir, mas aí eu aproveitei para fazer meditação, orações a Deus, apreciar as estrelas... Na noite do 2º dia foi melhor. Fizemos uma fogueira bem bacana e conversamos muito. Meu parceio me contou a vida dele, e vi que ele sempre teve uma vida muito sofrida. E assim a gente chegou lá na terra de Osíris, um vale maravilhoso, deve ser parecido com o paraíso de tão lindo! Quase esqueci de pegar a sua flor, mas ela está aqui comigo. Com o calor da estrada ela secou, mas a guardei em um livro para te entregrar pois mesmo assim ela continua linda. Vossa Majestade me perdoe, mas foi o melhor que pude fazer.
O Rei olhou satisfeito para aquele homem, agradeceu a participação dele e mandou que os guardas dessem um saquinho de ouro para cada um em sinal de agradecimento, depois olhou para o povo e falou:
- Gostaria que vocês aprendessem que se o mundo é bom ou ruim ou se a vida é boa ou ruim, tudo vai depender da forma como vocês veem tudo. Esses dois amigos trilharam o mesmo caminho, passaram pelas mesmas coisas, mas tiveram experiencias diferentes. A nossa felicidade está dentro de nós e não fora!

domingo, 15 de novembro de 2009

O Planeta Kibo

Era uma vez um planeta chamado Kibo. Ele sempre foi um lugar muito bom para se viver, tinha muitas florestas, rios, mares, animais e pessoas. Era bem parecido com o planeta Terra, só que o céu era rosa, as plantas eram amarelas, a água era verde clarinha, os animais eram parecidos com os nossos e as pessoas eram um pouquinho parecidas também, mas não tinham boca e se comunicavam pelo pensamento.
Kibo costumava ser um planeta muito bom para se viver, mas de um tempo para cá, andava muito mal tratado. Os habitantes não estavam cuidando bem do planeta. Os rios estavam ficando sujos, as florestas estavam acabando, muitos animais já não existiam porque muitas pessoas gostavam de caçar eles por diversão. A energia do planeta não estava muito boa e achavam que se continuasse assim Kibo não ia existir por muito tempo.
Boboo era um dos professores da escola mais importante do planeta e estava muito preocupado, pois tinha 9 filhos e achava que os seus filhos e seus netos não iam conhecer o Planeta Kibo bonito que ele, seu pai, seus avós, seus bisavós e tataravós conheceram. Resolveu procurar o bruxo Foliah para saber o que fazer para mudar tudo.
Foliah morava em uma caverna brilhosa, parecia ouro, um lugar bonito mesmo. Dentro da caverna tinha muitos cristais verdes e laranjas. Não demorou muito e o bruxo apareceu. Boboo explicou a sua preocupação e o grande bruxo ficou calado, pensando, consultou sua bola de cristal prateada e respondeu:
- Boboo, você pode ajudar a salvar nosso planeta sim. Mas não será você que vai realmente mudar as coisas hoje. A sua missão é preparar as crianças de Kibo para que se tornem adultos melhores do que os adultos de agora e do passado. Só as crianças podem salvar este planeta.
Boboo achou que aquilo era estranho.
- Mas Foliah, as crianças são apenas crianças, não vão entender o que está acontecendo.
Foliah, riu bem alto, olhou carinhosamente para o professor e disse:
- Que nada, meu amigo, as crianças são seres especiais em qualquer planeta. Elas são tão especiais que o futuro está na mão delas. Elas só precisam que alguém muito bem preparado e bem intencionado como você desperte o coração e a inteligencia dela para isso.
Boboo saiu da caverna muito animado. Finalmente ia gastar toda a sua energia em um projeto grande e que valia a pena.
Passou anos mostrando para as crianças do Planeta como estava tudo ruim e como poderia ser bom se elas ajudassem. As crianças passaram a amar muito o planeta que viviam e aprenderam a cuidar de tudo com carinho.
Elas cresceram e se transformaram em adultos fabulosos. Cada qual do seu jeito elas cuidaram de Kibo e os filhos delas também e os filhos dos filhos também e, assim, Kibo, se trasnformou no melhor planeta para se morar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Príncipe Guerreiro

Era uma vez um reino chamado Magadah, onde havia um príncipe de nome Luigi. Era inteligente, valente e muito feliz.
Certo dia estava visitando o povoado do seu reino, gostava de olhar as pessoas trabalhando, conversando, rindo, as crianças correndo pelas ruas, os animais soltos entre as pessoas... Sentia-se parte daquilo - era vida! As pessoas do seu reino adoravam o príncipe Luigi, pois ele se misturava com as crianças para brincar, dava atenção a quem pedisse, ajudava aos que necessitassem, enfim, era uma pessoa realmente boa para seu povo, ao contrário de sua mãe, a rainha Dora.
Seu pai, o Rei Augusto, morreu doentinho quando ele tinha 15 anos, mas conseguiu educar o filho muito bem. A Rainha Dora era muito metida, não gostava de gente pobre, nem doente, nem feia... só vivia de mal humor. Não gostava da maneira que o filho agia junto do povo. Sempre dizia:
- Luigi, quando você vai aprender a ser um príncipe de verdade? Um príncipe não pode se misturar ao seu povo! As pessoas tem que te respeitar, ter medo de você!
Mas Luigi não concordava. Sempre dizia que seu pai havia ensinado outra coisa para ele. O príncipe era uma pessoa tão boa, mas tão boa, que nem se incomodava com sua mãe. Ele ria, dava um beijo nela e se afastava, só isso!

Um dia algumas pessoas do povoado apareceram no castelo chorando, aterrorizados, horrorizados chamando pelo Príncipe. Quando o príncipe apareceu, eles contaram o que estava acontecendo:
- Sua Majesdade precisa ajudar a gente! Um dragão enorme, vermelho, com asas grandes verdes e olhos amarelos, soltando fogo pela boca está queimando as nossas casas.

O Príncipe pegou a sua espada, montou em seu cavalo negro chamado Flash e foi em direção ao dragão.

Chegando lá realmente viu que era um animal muito grande e perigoso, ele teve medo, muito medo, pensou em voltar para o Castelo e se trancar lá, mas quando viu o seu povo aterrorizado e chorando, viu que tinha que lutar! Antes de lutar, desceu de seu cavalo, se ajoelhou e fez a seguinte oração:
- Pai do Céu, me ajude! Sei que o Dragão é mais forte que eu, mas preciso salvar meu povo! Eu confio no senhor, por isso, eu vou encarar meu medo e enfrentarei o dragão. Que mesmo com medo eu consiga sair vitorioso. Amém!
Nesse momento Deus enviou lá do céu um anjo guerreiro, com sua espada na mão. O anjo tinha asas grandes e brancas, vestia uma roupa branca luminosa, um escudo que refletia a luz do sol e ele voava.
Príncipe Luigi se emocionou quando viu o anjo ficar ao lado dele, subiu no cavalo e juntos foram lutar com o dragão. O povo todo se reuniu para ver a luta.


Foi uma batalha difícil e demorada, Príncipe Luigi acabou sendo ferido no braço, mas como lutava muito bem e estava sendo ajudado por aquele anjo guerreiro, conseguiu vencer o dragão. O povo todo aplaudiu e chorou de emoção.
O anjo e Luigi em pé, em cima do dragão levantaram as espadas em sinal de vitória.
Luigi se ajoelhou ao lado do anjo, que com a espada abençoou aquele Principe dizendo:
- Voce é um verdadeiro guerreiro, merece esse reino. Seu pai está lá no céu muito feliz por você. A partir de hoje eu te declaro Rei e Protetor do Reino Magadah.
Depois de falar isso, o anjo colocou uma coroa de ouro na cabeça de Luigi, saiu voando para o céu e desapareceu dentro das nuvens.
A Rainha chorou quando viu seu filho voltar vivo para o Castelo e pediu desculpas por todas as besteiras que ela falava e fazia.
Fizeram uma estátua de Luigi e o anjo lutando contra o dragão para que todo mundo soubesse daquela história anos e anos depois e, assim, todos foram felizes para sempre.